No mundo frenético em que vivemos, parece que 24h é tempo insuficiente para atender todas as demandas pessoais, familiares e profissionais que nos são atribuídas. Esse é um dos motivos de milhares de pessoas dormirem menos do que precisa e recorrerem ao café para amenizar os impactos de noites de sono insuficiente. Segundos dados de 2019 da Associação Brasileira de sono, mais de 73 milhões de Brasileiros sofrem com problema de sono. Mas será que o café pode mesmo compensar?

Estudos demonstram que noites mal dormidas deixam o cérebro menos eficiente, gerando oscilação de humor, baixo desempenho no trabalho, perda de motivação, isolamento social, dificuldade na tomada de decisões, redução da fluência verbal, redução da criatividade, dificuldade de se concentrar e déficit de memória.

Acontece da seguinte forma: você acorda com sonolência por ter dormido mal, faz a ingestão de um café; percebe mais disposição e segue o seu dia; isso começa a se repetir e você percebe que a quantidade de café que estava tomando não surte mais o efeito e por isso aumenta a dosagem. Esse aumento do consumo de café pode piorar a qualidade do sono, fazendo com que, novamente, tenha uma noite de sono comprometida e acorde mais uma vez com sensação de cansaço, recorrendo novamente ao café. Isso torna-se um ciclo de dependência e a longo prazo intolerância a ação da cafeína.

A cafeína tem a capacidade de se ligar aos mesmos receptores da adenosina, inibindo sua atividade e aumentando a liberação de catecolaminas, fazendo com que a sensação de sono e fadiga cesse momentaneamente. Lembrando que seu efeito varia conforme a genética, idade e a capacidade do organismo processar a cafeína.

A grande questão é que por mais que a cafeína bloqueie a atividade da adenosina, isso não impede a sua produção. O impacto disso é a liberação acumulativa de adenosina após a excreção da cafeína.

Um estudo divulgado em 2020, da Revista Britânia de Nutrição, publicado pela Cambridge University, avaliou os efeitos de uma noite de sono fragmentada com o consumo de café pela manhã e o controle da glicemia comparado a uma noite de sono adequada. O resultado constatou que o consumo de café pela manhã, após uma noite de sono interrompida pode levar a redução da tolerância a glicose, podendo ser um gatilho para o desenvolvimento de doenças metabólicas.

Outro estudo publicado em 2018 pela instituição Elsevier, avaliou os efeitos de 237 ml de café (100 mg de cafeína) sobre a função cognitiva em indivíduos que relataram boa noite de sono x má qualidade do sono. Foi demonstrado que o consumo de café para combater a falta de sono restaura apenas parcialmente a vigilância e pode reduzir o controle inibitório, o que pode interferir na produtividade do trabalho.

A cafeína é uma das bebidas mais consumidas do mundo e seus compostos podem apresentar inúmeros benefícios à saúde. Todavia, não é a melhor estratégia a longo prazo para combater a sonolência causada por péssimas noites de sono. Ela pode nos deixar mais alerta, mas não resolve tudo.

 

Produzido por:

Julia Mascarenhas

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